Despertando a consciência
Desde muito cedo eu sempre tive impressões de que o mundo era mais do que apenas isso que podemos ver, sensações sobre algo a mais, transcendente ao corpo. Sentia medo dessas sensações quando criança.
Durante a infância fui criada pelos meus pais dentro do catolicismo. Porém, por volta dos meus 10 anos, minha mãe se converteu para uma religião protestante e a partir daí ela e meu pai começaram a brigar constantemente.
Essa conversão da minha mãe foi efetuado por influência dos meus tios, irmãos dela. E foi o ponta pé inicial no processo de separação, uma vez que meu pai é intolerante a hipocrisia evangélica.
Eu entendo-o, pois realmente vemos muitas falácias neste meio e ouso a dizer que seria devido a falta de cosmoética entre as pessoas que guiam as doutrinas. Mas, por outro lado, nesse meio também encontramos pessoas que são apenas fervorosas na fé, ou que só querem algo em que se apoiar psicologicamente. Para seguir a vida tendo como base um amor Paterno superior.
Enfim... Muitas dessas pessoas não têm estudos, não sabem nem por onde começar a entender a palavra cosmoética e são manipuladas por mestres em neurolinguística. E ainda que tenham, muitas não chegaram a experimentar a multidimensionalidade da vida. E quando provam dão outras explicações, levando em consideração seu próprio dogma, muitas vezes orientados pelos lideres mestres em manipulação. Mas... É muito difícil julgar. Por isso, procuro me relacionar com as pessoas do meu cotidiano sem mencionar espiritualidade, religião e etc.
É difícil seguir o caminho do meio, tenho que engolir várias opiniões as vezes. Mas acredito que a discussão com um colega de trabalho ou faculdade pode ser tão desgastante quanto um mal estar com alguém de casa. E durante os trabalhos cotidianos, evito esse desgaste e tento focar no que realmente vale a pena.
O ponto desse texto é fazer uma retrospectiva e uma reflexão do meu contato com a espiritualidade...
Aos 12 anos fiz a primeira comunhão e depois daí não retomei os estudos referente ao catolicismo.
Na adolescência conheci a biologia, as teorias sobre origem da vida e etc.
Aos 18 assumi de vez o ateísmo em minha vida.
Eu dizia pra mim mesma que acreditar em Deus era uma espécie de muleta para pessoas fracas e cabresto para o exercício da bondade. Acreditar em espírito, para mim, era coisa de gente com doença psiquiátrica e precisava de tratamento, não de igreja. Enfim... nessa época eu era uma verdadeira babaca.
O engraçado é que eu tinha medo de fantasmas, demonstrava acreditar em vidas passadas e falava graças a Deus vira e mexe quando algo acontecia. Ou seja, totalmente contraditória rs (ou autocorruptiva).
Quando eu estava na faculdade, uma amiga me convidou para ir numa palestra em um Centro espírita. E eu fui por curiosidade. Pensei que teria incorporação, psicografia,todos essas coisas que impressionam... e para minha frustração não teve nada disso rs.
Só uma pessoa palestrando sobre Jesus e seus atos. Pensei: lembra o catolicismo.
O meu ateísmo também esteve ligado à pessoas do meu passado. Ou seja, apesar de ser contraditória, eu tinha plateia e quem apoiasse...
Se pararmos pra pensar, é muito mais fácil e racional ser ateu. Somos isso, vivemos isso. Acabou, morreu... Pronto. É o que enxergamos. Mas não enxergar os microrganismos a olho nú não os tornam irreais. Ou seja, eu tive que refazer o meu conceito de realidade, desafiá-lo e ter experiencias para embasar o novo conceito que estava criando.
Quando comecei a meditar, e assumi que muito pouco sei sobre tudo a minha volta, assumir minha ignorância, ficou fácil deixar a cabeça aberta para novos estudos.
Primeiro eu conheci o espiritismo kardecista e depois conheci a conscienciologia. Foram passos sincronizados que a vida deu para me preparar.
Ainda frequento o centro espirita, apesar do cientificismo consciencial, mas acredito que falar sobre o amor e citar bons exemplos de seres humanos só produz boas energias. E boas energias não fazem mal.
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