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Mostrando postagens de julho, 2019

HINO À VIDA (1881)

de Lou Salomé Tão certo quanto o amigo ama o amigo, Também te amo, vida-enigma Mesmo que em ti tenha exultado ou chorado, mesmo que me tenhas dado prazer ou dor. Eu te amo junto com teus pesares, E mesmo que me devas destruir, Desprender-me-ei de teus braços Como o amigo se desprende do peito amigo. Com toda força te abraço! Deixa tuas chamas me inflamarem, Deixa-me ainda no ardor da luta Sondar mais fundo teu enigma. Ser! Pensar milênios! Fecha-me em teus braços: Se já não tens felicidade a me dar Muito bem: dai-me teu tormento.

“As pessoas resistem à ideia, mas a vida é só química”

"A vida é química: nada mais e nada menos. O funcionamento do  cérebro  é tão pouco compreendido que se tende a associá-lo a significados mágicos ou místicos. Mas quimicamente o cérebro é uma coleção de fios e interruptores. Todos os cérebros humanos são mais ou menos iguais e as pequenas diferenças são resultado de diferentes padrões nos interruptores, baseados em uma combinação da nossa genética e das nossas experiências. Mas, no final, é química, nada mais e nada menos, embora as pessoas resistam à ideia... ... A química da vida é extraordinária em muitos aspectos. Nosso DNA sofre mutações devido à radiação cósmica, ao oxigênio, à luz solar e às substâncias químicas de todo tipo, especialmente dos alimentos. Sofremos dois trilhões de danos todos os dias. E todos devem ser corrigidos, porque apenas um deles poderia causar câncer ou outra doença. Esta é outra característica extraordinária da nossa fisiologia e da nossa química: a capacidade de reparar todos esses danos sem...

Livros de matemática gratuitos

Calculus in context = "P arte da profundidade matemática e vitalidade do cálculo está em conexões com outras ciências.  As questões matemáticas que surgem são convincentes em parte porque as respostas são importantes para outras disciplinas..." Fundamentals of calculus  

Extinção

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Quem diria, né? Que há 5 anos atrás eu estava fazendo prova de tiro e teste de sobrevivência no curso de formação para agente de escolta penitenciária. Fiz cursinho, prestei o concurso e passei, simples assim. Naquela época eu achava que ser funcionária do estado era melhor do que ser funcionários de empresa privada. Depois eu percebi que era tudo a mesma coisa. De toda a forma você é só uma engrenagem usada para impulsionar algo/alguém. Se você for usado corretamente como engrenagem, o seu trabalho pode ser usado para impulsionar um empresário, uma empresa, um governador, um secretário do estado... E eu olhava para aquilo tudo e só pensava: foda-se... Só quero um salário e uma vida digna. O problema é que o trabalho e a dignidade estão altamente entrelaçados. Passei por algumas penitenciarias, fiz algumas revistas, presenciei algumas cenas que não gostei. Nunca vou me esquecer do cheiro da cadeia, e também, nunca vou me esquecer da degradação do ser humano na prisão. Ali, d...

O mundo assombrado pelos demônios, Carl Sagan

É muito mais fácil encontrar relatos espúrios que fazem cair ao crédulo na armadilha. Muito mais difícil é  encontrar tratamentos céticos. O ceticismo não vende. É cem mil vezes mais provável que uma pessoa brilhante e curiosa que confie inteiramente na cultura popular para informar-se de algo como a Atlântida se encontre com uma fábula tratada sem sentido crítico que com uma valoração sóbria e equilibrada. .... A ciência origina uma grande sensação de prodígio. Mas a pseudociencia também. As popularizações dispersas e deficientes da ciência deixam uns nichos ecológicos que a pseudociencia se apressa a encher. Se chegasse a entender amplamente que qualquer afirmação de conhecimento exige provas pertinentes para ser aceita, não haveria lugar para a pseudociencia. Mas, na cultura popular, prevalece uma espécie de lei de Gresham segundo a qual a má ciência produz bons resultados. *Lei de Gresham: A má moeda tende a expulsar do mercado a boa moeda* ... A pseudociênc...

Pity The Dead

There's a boy in crimson rags with a grimace and a spoon And a little sullen girl face-up staring at the moon And there's no one around to hear their lonesome cries Then they pass away alone into the night Why do we pity the dead? Are you churned by emotion from the voices in your head? Look at all the living and you'll ask yourself why Oh why do we pity the dead?! Well, you've seen the disease, suffering and decay And you whisper to yourself blissfully it's okay And you still refuse the possibility (That the dead are better off than we!) Why do we pity the dead? Are you scared of the logic that swirls within your head? Look at all the living and you'll ask yourself why Oh why do we pity the dead? Pity the dead! Tell me what you see Tell me what you know Is there anyone who lives a painless life? If there is show me so The destitute and famished, demonic and the banished Dejected and the ostracized, the brainwashed and paralyzed The ...

Bukowski dá tesão

“Eu nunca estive sozinha. Eu estive em um quarto - eu me senti suicida. Eu estive deprimido. Eu me senti horrível - horrível além de tudo - mas nunca senti que uma outra pessoa pudesse entrar naquela sala e curar o que estava me incomodando ... ou que qualquer número de pessoas pudesse entrar naquela sala. Em outras palavras, a solidão é algo que eu nunca fui incomodado porque eu sempre tive essa coceira terrível pela solidão. É estar em uma festa, ou em um estádio cheio de pessoas torcendo por algo, que eu possa sentir solidão. Vou citar Ibsen: "Os homens mais fortes são os mais sozinhos". Eu nunca pensei, "Bem, uma linda loira vai entrar aqui e me dar uma foda, esfregar minhas bolas, e eu vou me sentir bem". Não, isso não vai ajudar. Você conhece a multidão típica: "Uau, é sexta à noite, o que você vai fazer? Apenas sente aí? "Bem, sim. Porque não há nada lá fora. É estupidez. Pessoas estúpidas se misturando com pessoas estúpidas. Deixe-as estupidificar...

Parece Nietzsche, mas é Bukowski

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Namorar alguém q não tem nada a ver com vc ensina que há muito mais na vida do que aquilo q faz parte do seu mundo. Mas namorar alguém igual pode ser igualmente bom. É gostoso ter as mesmas ideias, os mesmos interesses, o mesmo ritmo... A unica desvantagem que vejo é que o sossego pode se transformar num deserto, se ambos não descobrirem qualquer coisa que sirva como moeda de troca para crescimento individual e mutuo... Quando eu era mais nova, odiava a ideia de namorar alguém que fosse igual a mim... Achava narcisista e uma falta de visão, pois nessas relações crescesse com o diferente... Aprende-se com o diferente... Mas hoje em dia eu recomendo! Olhe para o boy e reflita: Temos muito ou pouco em comum... Se a resposta for muito, invista.