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Mostrando postagens de agosto, 2016
A miséria incomoda-nos, pois, mostra o ser humano despido da fantasia criada pelo álter ego, nos despe da culpabilidade do super-ego e com a ajuda do sistema capitalista nos mantem pelo cabresto no neo-feudalismo contemporâneo. Na pobreza encontramos a imagem real do homem sem suas roupas, sem a vaidade. O cheiro real do ser humano sem o desodorante e o perfume. Assim sendo, ouso a dizer que a extrema pobreza é a face do homem real, natural, sem mascaras, em seu habitat natural – a marginal da polis – sem saneamento e sem sanidade. E se perceber como um ser frágil, fraco e vulnerável é desagradável. A vida em sociedade permitiu o desenvolvimento humano independente dos riscos ambientais, tornamo-nos fortes, mesmo tendo corpos frágeis. E isso tudo graças a nossa capacidade de criar. A criatividade nos deu força bélica, embora alguns subversivos tenham-na usada como fonte de inspiração para transmitir sensações, sentimentos, informações. Alguns setores sociais usam-na para dar gás ...