Minha Primeira Experiência de Intercâmbio: Da Realidade Simples ao Sonho na Finlândia
Cinco horas e meia de voo separam Portugal de Helsinque. A viagem foi dura – e não estou falando só do tempo sentada na poltrona do avião. Para piorar, não tinha onde carregar o celular durante o voo, e eu sabia que ia precisar chamar um Uber quando chegasse. Ou seja, nada de assistir séries ou ficar jogando offline para passar o tempo! Para economizar bateria, passei o voo lendo algumas coisas e, claro, ensaiando mentalmente conversas em inglês, porque essa é a primeira vez que vou viver sozinha por tanto tempo em outro país... e 100% em inglês! Dá um friozinho na barriga, viu? Ainda mais pra mim que sou insegura. Venho de uma realidade simples e humilde. Quando eu era mais nova, fazer intercâmbio parecia coisa de outro mundo — algo reservado para quem tinha muito dinheiro. Eu fui a primeira pessoa da família por parte de pai e uma das primeiras por parte de mãe a conquistar um diploma universitário. Meus pais vieram do campo: meu pai, mesmo sem saber ler, sempre deu seu jeito — ...