As faláceas da administração
Acho muito injusto quando percebo que a administração de empresas ensinadas nas faculdades aqui no Brasil são baseados em experiencias feitas nos Estados Unidos e Europa.
Por exemplo, estava estudando na aula de teoria geral da administração (TGA) sobre a experiencia de Hawthorne, onde demonstrou que o trabalhador não é só motivado pelas recompensas materiais e econômica, mas também pela integração social, que entra como um fator de motivação.
Eu li isso a primeira vez e junto com a explicação dada com base na teoria dos dois fatores onde "salário é fator higiênico", quase aquele bom e velho jargão de dinheiro não traz felicidade, pensei: Sério que eles vão comparar esses estudos, feitos em outros países com a nossa realidade tupiniquim?
Os trabalhadores americanos e europeus tem a vantagem do empregador já valorizar a mão de obra deles e ter que buscar apenas uma forma de realização e respeito pessoal. Você vai falar: mas ai você está julgando sem saber e mimimi... Tô? Duvido que alguém que esteja lendo isso, nunca ouviu falar de pessoas que vão para esses países, muitas vezes de forma ilegal, simplesmente para executar trabalhos operacionais, simples, básicos, mas que lá ganham de duas a três vezes mais que aqui. Governador Valadares te lembra algo? A mim, lembra a brasileiros nos EUA.
Não dá pra querer minimizar a importância do fator salário em um país onde as classes C, D, E são a esmagadora maioria. Vai dizer pra um trabalhador que se rasga de trabalhar pra ganhar R$900,00 que dinheiro é secundário (pois a tradição de empregador no Brasil é de explorador)...
Aí você vai dizer: Mas o empregador paga muito imposto!!! E eu te respondo mesmo se não pagasse. Nós não temos a tradição de valorização da nossa própria mão de obra. Vai olhar nas grandes empresas quantos CEO's vieram da base da piramide daquela mesma empresa. Quantos trabalhadores se desenvolveram ali desde o inicio, até virar CEO. Até vai ter... Uns gatos pingados, mas essa escassez prova sim a falta de valorização da mão de obra. Quer ver outro exemplo: participação de lucros a famosa PL. Faz a verificação de quantas empresas tem participação de lucros. Se os empresários realmente tendessem a valorizar seu trabalhador, toda empresa, pelo menos no período de maior rentabilidade - geralmente final do ano- teria participação de lucro. E ô, 13º não conta tá. Porque é lei e não forma de valorização.
Vamos ser sinceros? Pergunta para um trabalhador se ele ficará motivado se entrar em uma empresa que tem onde e como crescer. Mas para isso, poderá demorar uns 3, 5 ou 10 anos até conseguir chegar lá. Pergunta quem anima. Se motiva. Não posso responder por um baby boomer, ou alguém da geração x. Mas eu, na pele desse trabalhador, estaria distribuindo currículo pra conseguir um salario de pelo menos R$1200,00 em qualquer lugar, mesmo sem chance de crescimento a posteriori. Pelo simples fato de eu ter em mente que tudo é passageiro e que eu não sei se estarei viva daqui há 3, 5 ou 10 anos.
Sou trabalhadora, mas não sou mártir, seria bom se os empregadores começassem a pensar nisso.
Tenho toda disposição do mundo, estou fazendo a segunda faculdade e já quero me preparar para um mestrado - de preferencia com assuntos focados nas melhorias para o trabalhador. Não é um texto de quem quer colocar preço em tudo, mas apenas uma pessoa que exige dignidade e um salário decente pra viver. Coisa que nós, brasileiros, do "povão" desconhecemos. E tendo como base o nosso momento politico e suas peripécias, acredito que continuaremos sem conhecer.
Por exemplo, estava estudando na aula de teoria geral da administração (TGA) sobre a experiencia de Hawthorne, onde demonstrou que o trabalhador não é só motivado pelas recompensas materiais e econômica, mas também pela integração social, que entra como um fator de motivação.
Eu li isso a primeira vez e junto com a explicação dada com base na teoria dos dois fatores onde "salário é fator higiênico", quase aquele bom e velho jargão de dinheiro não traz felicidade, pensei: Sério que eles vão comparar esses estudos, feitos em outros países com a nossa realidade tupiniquim?
Os trabalhadores americanos e europeus tem a vantagem do empregador já valorizar a mão de obra deles e ter que buscar apenas uma forma de realização e respeito pessoal. Você vai falar: mas ai você está julgando sem saber e mimimi... Tô? Duvido que alguém que esteja lendo isso, nunca ouviu falar de pessoas que vão para esses países, muitas vezes de forma ilegal, simplesmente para executar trabalhos operacionais, simples, básicos, mas que lá ganham de duas a três vezes mais que aqui. Governador Valadares te lembra algo? A mim, lembra a brasileiros nos EUA.
Não dá pra querer minimizar a importância do fator salário em um país onde as classes C, D, E são a esmagadora maioria. Vai dizer pra um trabalhador que se rasga de trabalhar pra ganhar R$900,00 que dinheiro é secundário (pois a tradição de empregador no Brasil é de explorador)...
Aí você vai dizer: Mas o empregador paga muito imposto!!! E eu te respondo mesmo se não pagasse. Nós não temos a tradição de valorização da nossa própria mão de obra. Vai olhar nas grandes empresas quantos CEO's vieram da base da piramide daquela mesma empresa. Quantos trabalhadores se desenvolveram ali desde o inicio, até virar CEO. Até vai ter... Uns gatos pingados, mas essa escassez prova sim a falta de valorização da mão de obra. Quer ver outro exemplo: participação de lucros a famosa PL. Faz a verificação de quantas empresas tem participação de lucros. Se os empresários realmente tendessem a valorizar seu trabalhador, toda empresa, pelo menos no período de maior rentabilidade - geralmente final do ano- teria participação de lucro. E ô, 13º não conta tá. Porque é lei e não forma de valorização.
Vamos ser sinceros? Pergunta para um trabalhador se ele ficará motivado se entrar em uma empresa que tem onde e como crescer. Mas para isso, poderá demorar uns 3, 5 ou 10 anos até conseguir chegar lá. Pergunta quem anima. Se motiva. Não posso responder por um baby boomer, ou alguém da geração x. Mas eu, na pele desse trabalhador, estaria distribuindo currículo pra conseguir um salario de pelo menos R$1200,00 em qualquer lugar, mesmo sem chance de crescimento a posteriori. Pelo simples fato de eu ter em mente que tudo é passageiro e que eu não sei se estarei viva daqui há 3, 5 ou 10 anos.
Sou trabalhadora, mas não sou mártir, seria bom se os empregadores começassem a pensar nisso.
Tenho toda disposição do mundo, estou fazendo a segunda faculdade e já quero me preparar para um mestrado - de preferencia com assuntos focados nas melhorias para o trabalhador. Não é um texto de quem quer colocar preço em tudo, mas apenas uma pessoa que exige dignidade e um salário decente pra viver. Coisa que nós, brasileiros, do "povão" desconhecemos. E tendo como base o nosso momento politico e suas peripécias, acredito que continuaremos sem conhecer.
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