Sobre o album do impeachment
Quem anda pra traz é carangueijo, eu ando pra frente.
Figurinha repetida não completa álbum.
E no meu álbum democrático, essa já passou.
Não busco opções fáceis, mas as eficazes.
Que tenha golpe.
Que tenha luta.
Que tenha mais figurinhas nesse álbum...
Que os executores do golpe e seus apoiadores sintam vergonha no futuro.
Foi a vergonha que matou Judas.
Mas Jesus não morreu.
A vergonha pode matar o povo.
Mas a democracia não irá morrer....
Figurinha repetida não completa álbum.
E no meu álbum democrático, essa já passou.
Não busco opções fáceis, mas as eficazes.
Que tenha golpe.
Que tenha luta.
Que tenha mais figurinhas nesse álbum...
Que os executores do golpe e seus apoiadores sintam vergonha no futuro.
Foi a vergonha que matou Judas.
Mas Jesus não morreu.
A vergonha pode matar o povo.
Mas a democracia não irá morrer....
O ideal seria que a Constituição brasileira previsse um recall no lugar do impeachment, como bem colocou o historiador Daniel Aarão Reis em sua entrevista ao Carta Capital:
ResponderExcluir" Essa cláusula constitucional de “impedir” um presidente eleito pelo povo por meio do Congresso é essencialmente antidemocrática. A instituição democrática para esses casos é o “recall”, ou seja, você convoca novamente o eleitorado para decidir. Acontece que a cláusula do impeachment pelo Congresso foi usada – e abusada – pelo PT anteriormente. Assim, o PT e o governo estão fragilizados para fazer a defesa da ilegalidade do impeachment.
O PT construiu uma tradição de maiorias obtidas por cargos e favores, quando não, através de meios heterodoxos. Numa situação política crítica como a que vivemos, essas benesses vão perdendo a capacidade de atração, inclusive porque os sucessores de Dilma podem oferecer – e já estão oferecendo – benesses tão ou mais tentadoras.
Já estão transbordando nos jornais as articulações entre Aécio, Serra, Temer e companhia. Dividem cargos e programam um futuro pós-Dilma. Pode ser que tudo volte atrás, pode ser que se aprofunde. Vai depender muito de como agirão os aliados do governo e de como se comportarão as pessoas nas ruas. Com o PMDB não há alianças sólidas. As alianças com o PMDB são "infinitas enquanto duram", enquanto duram os postos e os cargos. São sempre alianças com o governo..."
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/politica/para-se-reinventar-o-pt-precisa-sair-do-poder