O Budismo está me ensinando
Há uns dias eu venho tirando um tempo para aprender sobre visões da realidade budista, nada demais nem muito sério, apenas para ter uma referencia diferente e ter novas formas para encarar a realidade.
Como estou nesse processo de autoanalise das minhas relações acabei prestando mais atenção a assuntos ligados a formas de encarar os sentimentos e a felicidade.
É engraçado isso, eu, por algum motivo, vinculava a felicidade com saldos positivos de bons sentimentos... Como se a felicidade fosse um banco hahaha conversei com algumas pessoas e elas também tinham essa impressão, me parece que essa é uma ideia vendida. E então devemos estar numa constante busca pelos prazeres da vida e evitando os maus sentimentos e pipipi popopo, aquela historia do "no bad vibes"... Mas ao mesmo tempo existem coisas desgastantes e difíceis que despertam bons sentimentos nas pessoas - como por exemplo a criação de um filho. É difícil, desgastante, leva uma vida inteira, mas todos concordam que filhos são maravilhoso. Ou seja, a ideia é inconsistente.
Eu já tinha um instinto que essa ideia de buscar bons sentimentos para ter felicidade seria uma falácea, mas não sabia explicar o porquê. O budismo me ajudou.
O budismo zen parte do principio que o equilíbrio vem do desequilíbrio, por isso, para que se reconheça a felicidade, precisamos passar pelo sofrimento. Ninguém vai passar pela vida impune a doenças, envelhecimento ou morte, seja você rico ou pobre, seja na sua vida ou na vida das pessoas que você ama. Sofremos pelo que não temos e quando conseguimos, sofremos pelo medo de perder. Tudo na vida é transitório e um dia tudo vai mudar, por isso a ideia do desapego é fundamental.
O desapego não é uma forma de frieza ou não envolvimento, o desapego esta ligado a postura intima de sapiência que tudo é mutável tanto os momentos de prazer e bons sentimentos quanto os momentos ruins e amargos. Além disso, não precisamos nos açoitar quando nos percebemos desiludidos ou tristes, porque esses sentimentos nos aproxima mais da realidade como ela é.
Muitos sentimentos causam o sofrimento: orgulho, inveja, ciúme, desejo, apego, carência, raiva, medo e uma lista que pode ser infinita. Todas essas causas vem de expectativas não alcançadas. O busdismo orienta a meditação, entender o que causa seu sofrimento e agir na causa.
O instigante da vida, o que dá a emoção é exatamente sair da área de conforto e a meditação ajuda a dar o sentido de equilíbrio nas provocações que a vida dá.
A monja Cohen em um dos seus videos no youtube fala que os pensamentos são como as nuvens no céu: estão apenas passando. Ela chama atenção para observarmos e reconhecermos: pensamentos, emoções, sensações, memorias - tudo que está presente em você durante a meditação. Mas também frisa que não se deve apegar a nenhum momento desses que está em sua mente. E faz um belo paralelo dizendo que quando observamos nosso pensamentos estamos olhando as marolinhas do mar na beira da praia. Elas são muitas, são intensas, mas você olha em profundidade e o mar é muito mais do que essas ondas. A sua mente é muito mais do que apenas os pensamentos que você começa a reconhecer, ou seja, não tenha medo do que você sente, não tenha medo do que pensa, não tenha medo de suas relações, não tenha medo de ser quem você é, não tenha medo da transitoriedade.
Viva, saia da área de conforto, sinta a bad vibes, viva o desequilíbrio e depois pela própria compreensão de si e pela aplicação da vontade volte a seu ponto de equilíbrio. Desapegando daquilo que está passando pela sua vida... Buddha disse que o segredo da saúde mental e corporal está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas viver sábia e seriamente o presente. A pratica não é fácil, mas é factível...
Como eu disse na postagem anterior, há um entendimento difundido por aí de que o caminho espiritual verdadeiro irá, necessariamente, resolver todos os nossos problemas. NÃO É BEM ASSIM. Talvez trará à tona vários problemas. Alguns podem ser de nossa conta e outros seja melhor deixar para trás e não termos que encará-los.
Depois de passar por toda essa reflexão, depois de sofrer pelo passado e compreender que a intensidade se vive no presente pude executar a tomada de decisão mais relevante sobre o futuro de minha relação de forma lúcida, real e significativa. Vou me casar... Mas não vou me casar por uma cobrança externa, não vou me casar por uma necessidade de nada, não vou me casar pela idade, nem pelo tempo de relação... Vou me casar porque sou livre, porque posso exercer a coragem de ser quem eu quero ser. Sem arrependimentos, sem magoas, apenas experiencia. Apenas transitoriedade. Apenas vida.
Como estou nesse processo de autoanalise das minhas relações acabei prestando mais atenção a assuntos ligados a formas de encarar os sentimentos e a felicidade.
É engraçado isso, eu, por algum motivo, vinculava a felicidade com saldos positivos de bons sentimentos... Como se a felicidade fosse um banco hahaha conversei com algumas pessoas e elas também tinham essa impressão, me parece que essa é uma ideia vendida. E então devemos estar numa constante busca pelos prazeres da vida e evitando os maus sentimentos e pipipi popopo, aquela historia do "no bad vibes"... Mas ao mesmo tempo existem coisas desgastantes e difíceis que despertam bons sentimentos nas pessoas - como por exemplo a criação de um filho. É difícil, desgastante, leva uma vida inteira, mas todos concordam que filhos são maravilhoso. Ou seja, a ideia é inconsistente.
Eu já tinha um instinto que essa ideia de buscar bons sentimentos para ter felicidade seria uma falácea, mas não sabia explicar o porquê. O budismo me ajudou.
O budismo zen parte do principio que o equilíbrio vem do desequilíbrio, por isso, para que se reconheça a felicidade, precisamos passar pelo sofrimento. Ninguém vai passar pela vida impune a doenças, envelhecimento ou morte, seja você rico ou pobre, seja na sua vida ou na vida das pessoas que você ama. Sofremos pelo que não temos e quando conseguimos, sofremos pelo medo de perder. Tudo na vida é transitório e um dia tudo vai mudar, por isso a ideia do desapego é fundamental.
O desapego não é uma forma de frieza ou não envolvimento, o desapego esta ligado a postura intima de sapiência que tudo é mutável tanto os momentos de prazer e bons sentimentos quanto os momentos ruins e amargos. Além disso, não precisamos nos açoitar quando nos percebemos desiludidos ou tristes, porque esses sentimentos nos aproxima mais da realidade como ela é.
Muitos sentimentos causam o sofrimento: orgulho, inveja, ciúme, desejo, apego, carência, raiva, medo e uma lista que pode ser infinita. Todas essas causas vem de expectativas não alcançadas. O busdismo orienta a meditação, entender o que causa seu sofrimento e agir na causa.
O instigante da vida, o que dá a emoção é exatamente sair da área de conforto e a meditação ajuda a dar o sentido de equilíbrio nas provocações que a vida dá.
A monja Cohen em um dos seus videos no youtube fala que os pensamentos são como as nuvens no céu: estão apenas passando. Ela chama atenção para observarmos e reconhecermos: pensamentos, emoções, sensações, memorias - tudo que está presente em você durante a meditação. Mas também frisa que não se deve apegar a nenhum momento desses que está em sua mente. E faz um belo paralelo dizendo que quando observamos nosso pensamentos estamos olhando as marolinhas do mar na beira da praia. Elas são muitas, são intensas, mas você olha em profundidade e o mar é muito mais do que essas ondas. A sua mente é muito mais do que apenas os pensamentos que você começa a reconhecer, ou seja, não tenha medo do que você sente, não tenha medo do que pensa, não tenha medo de suas relações, não tenha medo de ser quem você é, não tenha medo da transitoriedade.
Viva, saia da área de conforto, sinta a bad vibes, viva o desequilíbrio e depois pela própria compreensão de si e pela aplicação da vontade volte a seu ponto de equilíbrio. Desapegando daquilo que está passando pela sua vida... Buddha disse que o segredo da saúde mental e corporal está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas viver sábia e seriamente o presente. A pratica não é fácil, mas é factível...
Como eu disse na postagem anterior, há um entendimento difundido por aí de que o caminho espiritual verdadeiro irá, necessariamente, resolver todos os nossos problemas. NÃO É BEM ASSIM. Talvez trará à tona vários problemas. Alguns podem ser de nossa conta e outros seja melhor deixar para trás e não termos que encará-los.
Depois de passar por toda essa reflexão, depois de sofrer pelo passado e compreender que a intensidade se vive no presente pude executar a tomada de decisão mais relevante sobre o futuro de minha relação de forma lúcida, real e significativa. Vou me casar... Mas não vou me casar por uma cobrança externa, não vou me casar por uma necessidade de nada, não vou me casar pela idade, nem pelo tempo de relação... Vou me casar porque sou livre, porque posso exercer a coragem de ser quem eu quero ser. Sem arrependimentos, sem magoas, apenas experiencia. Apenas transitoriedade. Apenas vida.
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