Cinco horas e meia de voo separam Portugal de Helsinque. A viagem foi dura – e não estou falando só do tempo sentada na poltrona do avião. Para piorar, não tinha onde carregar o celular durante o voo, e eu sabia que ia precisar chamar um Uber quando chegasse. Ou seja, nada de assistir séries ou ficar jogando offline para passar o tempo! Para economizar bateria, passei o voo lendo algumas coisas e, claro, ensaiando mentalmente conversas em inglês, porque essa é a primeira vez que vou viver sozinha por tanto tempo em outro país... e 100% em inglês! Dá um friozinho na barriga, viu? Ainda mais pra mim que sou insegura. Venho de uma realidade simples e humilde. Quando eu era mais nova, fazer intercâmbio parecia coisa de outro mundo — algo reservado para quem tinha muito dinheiro. Eu fui a primeira pessoa da família por parte de pai e uma das primeiras por parte de mãe a conquistar um diploma universitário. Meus pais vieram do campo: meu pai, mesmo sem saber ler, sempre deu seu jeito — ...
A meu ver, a maior causa dessa insatisfação pode estar na má condução desses programas. Como bem colocou o texto, "As empresas promovem o bem-estar porque ele se encaixa na ideia comum de que pessoas saudáveis são produtivas". Ou seja, cabe aí o questionamento se o objetivo está sendo mesmo a promoção do bem-estar? Pois penso que um bom programa pode se tornar oportunidade para muitos trabalhadores cuidarem melhor de si mesmos quanto à saúde mental e corporal, algo que o empregado talvez não tenha em outras ocasiões fora da empresa.Assim, prefiro não desistir da importância desses programas, sendo que o texto nos alerta que os mesmos precisam ocorrer numa dosagem razoável de tempo, dentro de ambientes laborais saudáveis e aplicados com ética.
ResponderExcluirExatamente Rodrigo! teoricamente era para o funcionário ter um tempo para cuidar dele mesmo, mas através desses programas - e da analise da forma física do colaborador- começaram a ter "parâmetros" de produtividade... isso que é o problema.
ExcluirA ideia do programa em si é ótima, o problema são as "conclusões" que se tiram e estressam o colaborador. Abraços.