Sobre o mito do hormônio em frango.

Hoje quando eu estava passeando pelo facebook vi uma postagem bem interessante que trata desse assunto de forma didática.
Segue a postagem:

"Aê galera!! Pra quem gosta de ler e tem curiosidade nessa informação, segue um texto onde procurei abordar resumidamente sobre o assunto. Essa é minha visão a respeito. 
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Se me precipitei em alguma parte, peço desculpas, e ajuda aos amigos especialistas!!!! Apesar de ser Zootecnista, não trabalho com essa linha de pesquisa!! Abraço.
A grande questão é sobre quem está passando esse mito adiante. Geralmente são nutricionistas, médicos, aliados a mídias de repercussão global. Aliado também a empresas que propagam a informação de que seus produtos são melhores por não ter hormônio e etc. Porque se fosse um qualquer que tivesse dito que frango era criado com hormônio, essa informação não teria chegado a lugar nenhum.
1- Hormônios: O emprego destas substâncias em aves é formalmente proibido desde 2004 (Instrução Normativa 17, de 18.06.2004).
- O GH (hormônio do crescimento) é uma proteína e se ingerido será metabolizado e não surtirá efeito. É preciso injetar na corrente sanguínea. E o precinho da ampola variando de R$ 80,00 a R$ 250,00!! Quem se arrisca em injetar em 2 mil frangos?
- Nos últimos anos, têm sido estudadas drogas ditas beta-adrenérgicas, confundidas com hormônios, a fim de reduzir os teores de gordura (há resultados satisfatórios, porém muito contraditórios). São estimadas altas doses para surtir efeito. Para 2 mil frangos como fica, mesmo ??
- O esteróides anabolizantes me parece ser o que daria esse efeito nos frangos. Mas como, se para surtir efeito é preciso exercitar rigorosamento os músculos e os frangos pouco se movimentam, principalmente as asas, o que seria responsável pelo crescimento do peito (corte de maior interesse)??
- O Brasil é o maior exportador de frango e exporta para países rigorosos na fiscalização. Vale a pena correr esse risco?
Ainda não descobriram nada esse tempo todo?
2- A coloração da carcaça: se resumem a efeitos de pigmentos da dieta. Galinhas caipiras têm uma alimentação rica em pigmentos como beta-carotenos. Isso é questão de estética e que não influencia na qualidade do produto.
3- Gordura: a diferença está na idade de abate e na relação água/gordura corporal. As galinhas caipiras são abatidas mas velhas, portanto têm mais gordura na carcaça e a gordura fixa pigmentos. Quanto mais gordura, mais pigmentos. Por isso a gordura é mais amarela. Além disso, são animais que se movimentam o dia todo, fazendo com que a carcaça fique mais firme, e tudo isso confere um sabor característico. Já as linhagens comerciais vivem o tempo todo comendo, são abatidas bem mais jovens, com bem mais água corporal e com dieta pobre em pigmentos e a consequência é uma carcaça mais esbranquiçada e flácida (mole mesmo), macia. Porém a qualidade da carne não altera.
4- Genética. É mais ou menos assim: Ex. De um grupo de 10 aves, são selecionadas características desejadas. Por exemplo: a coxa de uma, a asa dessa aqui, o peito daquela, a conversão alimentar dessa (Ah, ela é pequena!! Não quero saber, quero a conversão alimentar dela) Praticamente tudo que ela come, é convertido em músculo, oras. E assim por diante. Então os animais cruzaram, e a cada ano que se passou, o funil foi ficando apertado, buscando sempre as linhagens com as melhores características para serem cruzadas.
5- Nutrição: Na nutrição humana as dietas são formuladas de acordo com as necessidades de calorias diárias, necessidades de proteínas, vitaminas e minerais (que nem é tão a fundo...é mais uma estimativa por que é muito difícil quantificar, ) etc. Para nutrir as aves de corte, as dietas são formuladas com base nas exigências em aminoácidos e aminoácidos essenciais, ou seja, quase tudo que a ave come, além de mais rápida absorção (já que é aminoácido), é convertido em músculo.
Aí não poderia ser de outro jeito e o período de abate reduziu para 42 dias durante essas décadas.
6- Sanidade: sem falar que os cuidados sanitários também foram aprimorados, bem como as técnicas de ambiência e instalações, proporcionando o melhor conforto possível. Ah, mas aí vão pegar no pé e insistir que o animais, não se movimentam direito, não se comportam de forma natural. Aí eu pergunto. Tem como se comportar de forma natural depois disso tudo? Aí o assunto não é mais hormônio!! Me refiro a melhor conforto, porque antes não se tinha cuidado por exemplo com a insolação na instalação, com a temperatura da água, em se arejar o ambiente, e coisas do tipo."

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